NOTICIASENSINO INTEGRAL DO MUNICÍPIO COMEÇA COM 3,3 MIL CRIANÇASAs aulas na rede municipal de ensino recomeçaram ontem e em 19 das 78 escolas a Secretaria Municipal de Educação anunciou que irá iniciar o período letivo com o ensino integral. No ano passado, a Prefeitura estimava em 5 mil o número de alunos atendidos pelo novo modelo de ensino. Nesta semana, foi divulgado que 4,5 mil crianças seriam beneficiadas. Mas neste primeiro momento, apenas 3,3 mil crianças terão atividades em tempo integral. O restante, irá ingressar no sistema até o final de abril.
A diferença no número de alunos se explica pela dificuldade do Município de realizar as adequações a tempo. Um exemplo é a Escola Municipal Moacyr Teixeira, no Conjunto Maria Cecília (zona norte). Para incluir no ensino integral os mais de 700 alunos matriculados, seria necessário reformar o ginásio do Centro Municipal de Educação Integral Moacyr Teixeira, antigo Clube Maria Cecília. Mas a obra ainda está em fase de licitação e, na próxima segunda-feira, as atividades em período integral estarão disponíveis a cerca de 450 crianças. As outras ingressarão no novo modelo posteriormente, segundo a diretora de Ensino da Secretaria Municipal de Educação, Maria Inês Galvão de Mello. Até ontem, a escola também ainda não havia fechado o quadro de funcionários que irá atuar nas atividades complementares, que estava pela metade.
Em outubro passado, a reportagem do JL esteve na Escola Municipal José Gasparini, no Conjunto Farid Libos (zona norte). Na época, a direção informou que para implantar o ensino integral seria necessário reformar completamente o prédio da escola, fazer a cobertura de parte do pátio, instalar a brinquedoteca e o parque infantil. Até agora, apenas o parque havia sido providenciado, mas alguns brinquedos já estavam quebrados.
“As aulas do ensino integral na José Gasparini começam na segunda-feira. Para os jogos de raciocínio [uma das atividades complementares] eu tenho sala de aula. Não tenho pintura [do prédio], mas eu posso atender o aluno com qualidade”, afirmou Maria Inês. Outra escola que esperava por reformas que não vieram é a Bento Munhoz da Rocha Neto, no distrito de Lerroville, onde o ensino integral começou a ser implementado em 2008. Até o final do ano passado, 44 crianças eram atendidas. A partir deste ano, serão 400. Mesmo sem a reforma, as aulas em tempo integral estão marcadas para começar na segunda-feira. “O prédio só seria reformado se a Vigilância Sanitária não desse o aval. Mas o pessoal veio e aprovou do jeito que está. Seria feita uma pintura, mas não foi. O resto está tudo certo. A secretaria deu aval para começarmos quando quisermos”, afirmou o diretor Renilson Nascimento.
Pais preocupados na zona oeste
No Caic José Joffily (zona oeste), onde também terá início o ensino integral a partir deste ano, a preocupação dos pais dos alunos é com a segurança. Neste ano, todos os alunos de 1ª a 4ª série que estudavam na Escola Municipal Maria José Carneiro foram remanejados para o Caic da zona oeste enquanto os alunos de 5ª a 8ª série que estavam no Caic foram transferidos para a escola municipal. A medida faz parte do processo de extinção do sistema de dualidade, o qual permite que uma mesma escola mantenha alunos da rede estadual e municipal.
A comunidade reclama. Além do mato alto, um buraco em um dos muros permite a entrada de estranhos nas dependências da escola. “Não somos contra a mudança, desde que seja feita com qualidade. Do jeito que está, um pedófilo entra aqui e ninguém vê”, reclamou o membro da Associação de Moradores do Jardim Santiago, Sérgio Rodrigues.
A mudança, afirmou a diretora de Ensino da Secretaria Municipal de Educação, Maria Inês Galvão de Mello, é irreversível, mas ela prometeu adequações. “Não tivemos tempo para cortar o mato antes, mas tudo já está planejado.” Quanto à falta de segurança, ela disse que o Caic possui vigilância 24 horas. Ontem, a reportagem do JL entrou no Caic pelo buraco aberto no muro. Ninguém percebeu a presença da equipe.
FONTE: Jornal de Londrina
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