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TECNOLOGIA DENTRO DA SALA DE AULA

O mundo virtual estará mais próximo dos alunos das terceiras e quartas séries das escolas municipais de Ibiporã (Norte) a partir do próximo dia 8, quando começa o ano letivo. Foram instaladas 40 lousas digitais nas salas de aula que abrigam as últimas séries do primeiro ciclo do ensino fundamental nas 13 escolas da rede.

Os equipamentos, comprados por R$ 360 mil, levarão todas as funções de um computador doméstico para as classes. O contéudo preparado pelos professores será exposto em uma grande tela que poderá ser visualizada por todos os estudantes. Os educadores terão, ainda, acesso à internet durante as aula, com possibilidade de mostrarem resultados de pesquisas virtuais aos alunos.

''O objetivo é motivar as crianças, que já têm muito contato com essas tecnologias em casa'', ressaltou a secretária municipal de Educação, Miriam Medri Nóbrega. Segundo ela, o sucesso da iniciativa depende do preparo dos professores para lidarem com os equipamentos. ''Por isso, teremos formação continuada durante todo o ano.''

A ideia nasceu de uma visita do prefeito Jose Maria Ferreira ao município de Campo Limpo (SP), onde as lousas são utilizadas. ''Os equipamentos permitem fazer a interação das crianças e adolescentes com a tecnologia e oferecem condições para explorar melhor o conhecimento produzido pela humanidade.''

O investimento visa colaborar para que Ibiporã consiga atingir, até 2012, o índice de 6,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2007, o índice era de 4,4. ''Sabemos que a lousa não vai funcionar sozinha. Precisamos de salas mais adequadas, ambientes melhores e investimento na qualificação e atualização dos professores'', afirmou o prefeito.

Entusiasmada com a novidade, a professora Délia Rosana Santos Gusmão acredita que os novos equipamentos vão permitir trabalhar de forma mais criativa. ''Vamos pode desenvolver conteúdos diretamente com os alunos, de acordo com a demanda das crianças.''

Dúvidas cotidianas, como por exemplo as mudanças ortográficas da Língua Portuguesa, poderão ser sanadas em tempo real. ''Os temas serão tratados de forma mais realista'', opinou.

Além das escolas, uma lousa foi instalada no Centro de Atendimento Especializado na Área de Surdos (Caesmi). O instrutor de surdos Lucas Kelller Botti afirmou que a ferramenta vai facilitar as aulas, pois os alunos que não ouvem dependem fundamentalmente do estímulo visual para aumentarem o vocabulário em Libras. Até então, Botti utilizava recursos como a impressão de figuras encontradas na internet ou colagens de revistas. ''Com a lousa poderei mostrar as imagens direto na sala de aula. Ficará bem mais fácil''. avaliou.

FONTE: Folha de Londrina